quarta-feira, 15 de junho de 2011

Saiba como comprar ações analisando os principais múltiplos da estratégia fundamentalista


A análise fundamentalista busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas, projetar seus resultados futuros e determinar o preço justo para as suas ações. Para isso, os analistas levam em consideração os chamados fundamentos da empresa, isto é, todos os fatores macro e microeconômicos que influenciam no seu desempenho. A partir de uma minuciosa análise de todos eles, é possível projetar os resultados da companhia no longo prazo, em geral num período de cinco a dez anos. Enraizada na tradição contábil, a análise fundamentalista no Brasil tem como um de seus pontos de partida a análise das demonstrações financeiras das empresas, também conhecida como análise de balanços.
De posse das informações dos demonstrativos financeiros, os analistas podem verificar a saúde financeira de uma empresa, por exemplo, comparando os demonstrativos de um ano para outro, para ver a evolução das contas, ou comparando demonstrativos de empresas diferentes de um mesmo setor, para verificar qual delas teve um melhor desempenho naquele exercício. Aliás, a análise sempre é mais confiável quando se considera também os concorrentes da empresa analisada e o seu desempenho ao longo dos anos.
A partir dos dados dos balanços, é possível também calcular uma série de índices e múltiplos. É importante ressaltar que isoladamente nenhum desses indicadores é suficiente para avaliar se os papéis de uma empresa são "bons" para se investir ou não. É preciso, portanto, considerar o conjunto de dados para tentar traçar um cenário, comparar indicadores de diferentes empresas de um mesmo setor e a variação deles de um ano para outro.
Os principais múltiplos
Conheça alguns dos principais índices e múltiplos da análise fundamentalista:
Ebitda (na sigla em inglês, Lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização): o Ebitda representa o Lucro Operacional, acrescido de depreciação e amortização inclusas no custo dos produtos vendidos e nas despesas operacionais. Ele é expresso em percentual do faturamento, ou seja, quanto de lucro restou de cada real gerado pela atividade operacional da empresa.
Esse indicador é considerado eficiente porque mostra o real potencial de geração de caixa de uma empresa, uma vez que indica quanto dinheiro é efetivamente gerado por sua atividade principal. Seu mérito é desconsiderar a dedução das despesas financeiras, de depreciação e de impostos. Isso porque, na hora de contabilizar essas deduções, é possível ser bastante flexível, o que não torna o Lucro Líquido o indicador mais consistente. Quando se compara empresas de países diferentes, então, o Ebitda se torna uma ferramenta ainda mais importante.
Considera-se que esse indicador pode medir com precisão a produtividade e a eficiência do negócio. No entanto, o Ebitda não considera o montante de reinvestimento requerido pela depreciação. Em outras palavras, não considera se a empresa reserva uma parte de sua receita para reinvestir, por exemplo, na renovação de suas máquinas e equipamentos que, com o tempo, certamente sofrerão desgaste.
Valor de empresa sobre Ebitda (VE / Ebitda): relaciona o valor de empresa com sua capacidade de geração de caixa, aferida pelo Ebitda. O valor de empresa equivale ao valor de mercado acrescido de sua dívida líquida, ou seja, o valor pertencente aos acionistas e aquele pertencente aos credores. O valor de mercado, por sua vez, é expresso pela cotação da ação multiplicada pela quantidade total de ações.
Margem Bruta: relaciona Lucro Bruto com as vendas em um determinado exercício. Demonstra quanto, de cada real vendido, permaneceu na empresa na forma de Lucro Bruto.
Margem Bruta = Lucro Bruto / Vendas Líquidas
Se o resultado for, por exemplo, 0,06, significa que, de cada real vendido ou de serviço prestado, 6 centavos sobram de lucro para a empresa. Pode-se fazer o mesmo cálculo utilizando-se, em vez do Lucro Bruto, o Lucro Operacional e o Lucro Líquido, obtendo-se, respectivamente, a Margem Operacional e a Margem Líquida.
Valor Patrimonial da Ação (VPA): representa o valor intrínseco da ação.
VPA = Patrimônio Líquido / Quantidade de Ações
Se as ações são negociadas acima de seu VPA, significa que o mercado tem boas expectativas em relação à empresa e, por isso, os investidores aceitam pagar mais do que a ação teoricamente valeria. Do contrário, significa que o mercado tem expectativas negativas em relação à empresa ou a seu setor. No entanto, o investidor não deve se enganar: ações negociadas a cotações muito acima de seu VPA podem indicar euforia. Quando isso acontece, pode ser que a empresa não consiga entregar os resultados esperados. No caso de uma crise, o choque no preço dessas ações é especialmente desastroso para o investidor.

Preço por Valor Patrimonial da Ação (P/VPA): indica a relação entre o preço da ação (sua cotação no mercado) e seu valor patrimonial.
Fórmula: Preço da ação / VPA
Se o resultado for acima de 1, significa que a ação está sobreavaliada pelo mercado. Abaixo de 1, indica que está subavaliada.
Rentabilidade sobre Patrimônio (RPL): representa a taxa de retorno do acionista, medindo a capacidade da empresa de gerar lucro a partir de seu patrimônio, ou seja, do capital investido.
RPL = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido
Quanto maior for esse indicador, melhor. Ao aumentar de ano em ano, esse múltiplo mostra que a performance da empresa foi melhor (pois mostra que o mesmo capital gerou mais lucro).
Preço / Lucro (P/L): é um dos múltiplos mais importantes da análise fundamentalista. Indica ao acionista o tempo de retorno do seu investimento, isto é, o número de anos necessários para que o investidor lucre a partir de sua aplicação.
Fórmula: Preço da ação / Lucro por ação
O Lucro por ação é obtido dividindo-se o Lucro Líquido pela quantidade de ações. Esse múltiplo é um bom indicador de "preço" da ação, pois, simplificadamente, quanto menor o P/L, menor o preço. Não se deve, no entanto, comprar uma ação só porque seu preço está "baixo". Quando se compara papéis de empresas de um mesmo setor, por exemplo, um P/L mais elevado em relação a uma das companhias indica o otimismo do mercado em relação ao seu desempenho.
É bom verificar, no entanto, se houve alguma anormalidade no lucro do último ano, bem como a expectativa de lucro para o próximo exercício, a fim de definir se a relação entre os dois indicadores - preço e lucro - vai se manter ou não.
Taxa de retorno (TR): é o inverso do P/L. Assim, a TR mostra, percentualmente, o quanto se obtém em um ano.
TR = (L/P) x 100
Ou seja, se o P/L de uma empresa é de quatro anos, isso significa que o investimento só será inteiramente recuperado em quatro anos e que, a partir daí, teoricamente, o acionista começa a lucrar. Essa mesma empresa terá uma TR de 25%, o que indica que, em um ano, o acionista recupera 25% de seu investimento.
Dividend Yield (DY): indica o quanto a empresa distribui de dividendos a seus acionistas, em percentual sobre o valor de mercado da ação.
DY = (Valor total dos Dividendos / Cotação da Ação) x 100
Ou seja, se uma ação vale 100 reais e a empresa distribuiu, no último exercício, 8 reais em dividendos, o valor do DY será de 8%. Vale lembrar que empresas que mantêm um elevado DY possuem papéis de menor volatilidade, já que a maior parte dos retornos ao acionista vem na forma de dividendos e não pelo aumento no valor da ação. DYs elevados são mais característicos, portanto, de empresas em estágio mais maduro de negócios, que não investem pesadamente em expansões no médio prazo.
Até a próxima dica!

sexta-feira, 18 de março de 2011

I.R. sobre Ações: Aprenda como declarar!


Entre as regras sobre a obrigatoriedade da entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física está a que afirma que a pessoa física que realizou, ao longo de 2010, negócios em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas são obrigadas a prestar as contas com o Fisco.

De acordo com o site da Receita (www.receita.fazenda.gov.br), o simples fato de a pessoa física ter comprado ações durante o ano, mesmo que não tenha vendido ou negociado mais nada, torna obrigatória a entrega da declaração.

Mas a grande dúvida da maioria dos investidores é: como declarar estes investimentos? Onde e quais informações deve ser declaradas?

Confira um passo-a-passo de como acertar as contas com o Leão.
O que e como declarar?O contribuinte que se enquadra na situação citada anteriormente deve informar, na declaração do IR 2011, referente ao ano-calendário 2010:

• os ganhos líquidos apurados em operações realizadas em bolsas de valores, mercadorias, futuros e assemelhadas;
• os prejuízos apurados em operações realizadas em bolsas de valores, mercadorias, futuros e assemelhadas;
• a posição em ações e os contratos de opções, termo e futuro mantidos em 31/12/2010.
Os ganhos ou perdas apurados em bolsa devem ser informados no Demonstrativo de Renda Variável – Operações Comuns/Day-trade.

O demonstrativo é composto de duas colunas: Operações Comuns e Operações Day-trade, e de 12 (doze) páginas, sendo que cada uma corresponde a um mês do ano-calendário. A cada mês, em cada linha relativa ao mercado/ativo em que foram realizadas operações, devem ser informados o ganho líquido ou o prejuízo (preço líquido de venda (-) custo de aquisição) apurados, lembrando que os prejuízos devem ser informados com o sinal negativo (-) na frente do valor.

Após o preenchimento, o programa automaticamente apura o resultado final. Caso seja negativo, o programa assume o valor como prejuízo e o transporta para o próximo mês. Sendo positivo, como as alíquotas já estão informadas no programa (15% para operações comuns e 20% para day-trade), o programa multiplica a base de cálculo pela alíquota e informa o valor do imposto devido.
É importante que esse valor calculado pelo programa seja comparado ao valor apurado pelo investidor.

Na Declaração de Bens e Direitos deve ser informada a posição de ações em 31/12/2010 e também os contratos de opções, termo e futuro. Deve ser informado e discriminado cada conjunto de ações, cada conjunto de opções separadas por séries e contratos de termo e futuro separados por vencimento.  É importante que seja colocado um histórico dos ativos, como o nome, quantidade e data de aquisição. Esses ativos devem ser declarados pelo custo líquido de aquisição (descontado custos de corretagem, emolumentos e outros; vide nota de corretagem).

Operações isentas
De acordo com o artigo 3º da Lei 11.033, de 21 de dezembro de 2004, ficam isentos do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de ações nas bolsas de valores e em operações com ouro ativo financeiro cujo valor das alienações, realizadas em cada mês, seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), para o conjunto de ações e para o ouro ativo financeiro, respectivamente.

No entanto, apesar de isentas, estas operações devem ser informadas da declaração de ajuste anual.

Assim, no caso de lucros em operações com ações, cujo valor mensal das vendas seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 para o conjunto de ações, o investidor deve preencher, na Declaração de Ajuste Anual, a ficha Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis.

As informações relativas às movimentações de dependentes devem ser informadas na declaração do titular, sempre indicando que é de algum dependente. O programa do IRPF dá essa opção tanto no Demonstrativo de Renda Variável quanto nas outras fichas, como rendimentos isentos, rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e na declaração de bens e direitos.

** Lembrete Importante
Nas operações do mercado à vista, que tiveram movimentação de venda superior à R$ 20 mil no mês; o recolhimento do imposto é obrigatório para o investidor, podendo deduzir prejuízos de meses anteriores. O prazo é até o último dia útil do mês subsequente aquele em que os ganhos tiverem sido apurados, sendo que o recolhimento deve ser feito com código Darf 6015.
O investidor é obrigado por lei a manter o controle sobre as posições de seus investimentos, e prestar contas com a Receita.

Se você quiser esclarecer dúvidas sobre como declarar suas ações no IR, escreva para os assessores da Private Brokers: fjlorenzo@ig.com.br

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O aluguel de imóveis vai subir? Veja como ganhar com isto na Bolsa.

O principal índice que ajusta os aluguéis de imóveis é o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Após a divulgação do último indicador do ano, dia 29 de dezembro o principal balizador para o reajuste de aluguéis, fechou o ano de 2010 com variação de 11,32%. Hoje, de acordo com dados do primeiro decêndio de janeiro, o IGP-M acumula alta de 11,09% em 12 meses. Diante de tais resultados, quem vive de aluguel de imóvel tem motivos para comemorar. Se você não dispõe de imóveis para alugar, mas quer se beneficiar desta alta; uma boa alternativa é via fundos imobiliários.

Esses Fundos de investimentos têm o seu patrimônio investido na compra de imóveis, que são posteriormente alugados. Praticamente todos os imóveis que são comprados por estes fundos são comerciais. O investidor ganha pela valorização da cota dos fundos, além de receber aluguéis mensais, referentes aos imóveis locados. Um dos atrativos desta modalidade de investimento é a isenção de I.R para os investidores pessoa física, sobre o recebimento desses aluguéis.

No caso de venda de um imóvel pertencente ao fundo, haverá uma assembléia entre os cotistas, onde será decidido na distribuição do lucro da venda, ou na compra de outro imóvel. No caso da distribuição dos lucros, o cotista pagará I.R de 15% apenas, muito menor do que o imposto sobre ganhos de capitais no caso de um imóvel real. Hoje já existem mais de 30 Fundos Imobiliários (FII) com cotas negociadas na Bolsa de Valores, com investimentos a partir de R$ 200,00. Basta ser cliente de uma corretora de valores, como a Indusval, parceira da Private Brokers, para começar a investir.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Os melhores e piores investimentos de 2010


O ano de 2010 foi marcado pela escalada da inflação, pelas eleições e pela insegurança em relação à recuperação econômica dos países desenvolvidos. Diante desse cenário, muitos investidores procuraram proteger seus investimentos em aplicações como o ouro e a renda fixa, ao mesmo tempo em que a bolsa amargou perdas.

No Brasil, os investimentos que conseguiram superar a inflação foram os títulos de renda fixa atrelados ao IPCA (Tesouro Direto – NTN-B), que deve fechar o ano em 5,8%, ou aqueles ligados ao CDI (Tesouro Direto – LFT). Para conter a economia aquecida, o Banco Central elevou os juros de 8,75% para 10,75% ao longo do ano, tendência que deve continuar em 2011. A poupança, por sua vez, quase não conseguirá superar a inflação, mas fechará o ano sem perdas reais.

A bolsa de valores, baseado apenas pelo Ibovespa, não foi um bom investimento, visto que vai encerrar o ano com rentabilidade nula. O principal motivo é o forte peso das Blue Chips no índice (Ações com maior volume de negócios na Bolsa) que tiveram fraco desempenho no ano. A principal ação do índice, a Petrobras, esteve envolvida em incertezas sobre a capitalização, tendo conseqüente desvalorização de mais de 30% nos papéis da estatal.

Por outro lado, quem investiu nas ações dos principais setores que estão em alta na economia brasileira, se deu muito bem. Os 3 setores que tiveram ações com melhor desempenho (considerando as 5 principais empresas de cada setor), conforme a classificação setorial da Bovespa foram:

  1. Tecido, Vestuário e Calçado = Retorno médio de 97% no ano.
    • Empresas da amostra: Lojas Renner, Guararapes, Lojas Marisa, Cia Hering e Alpargatas.
  2. Material Aeronáutico e rodoviário = Retorno médio de 67% no ano.
    • Empresas da amostra: Embraer, Marcopolo, Randon, IOCHP-Maxion e Metal Leve.
  3. Medicamentos e serviços de saúde = Retorno médio de 52% no ano.
    • Empresas da amostra: Amil, DASA, Odontoprev, Fleury e Cremer.

Contudo vale reconhecer que o ouro foi a aplicação do ano. O metal se valorizou em 2010: nada menos que 37,10% até meados de dezembro. Essa alta é comum quando os investidores se sentem inseguros diante de ameaças de crises e conflitos, pois apostar no metal precioso protege as aplicações.

Este ano, os investidores temiam uma nova crise mundial, frente ao grande endividamento de alguns países europeus (os chamados Piigs) e do crescimento americano abaixo do esperado. Outro problema foi a forte desvalorização do dólar, que usualmente puxa o preço das commodities para cima, como é o caso do ouro.

Entretanto, especialistas acreditam que 2010 não foi um ano repleto de acontecimentos econômicos marcantes.

Agora é aguardarmos o ano novo, e os primeiros dias do Governo Dilma, para analisarmos as perspectivas sobre os melhores investimentos.

Bons Investimentos em 2011!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Inflação pode valorizar algumas ações


As ações de algumas empresas costumam ser mais demandadas pelos investidores quando existe a expectativa de alta da inflação. Esse é o caso de concessionárias de serviços públicos, como energia elétrica, rodovias, telefonia fixa e saneamento. Os contratos assinados entre essas empresas e o governo permitem a aplicação de reajustes anuais das tarifas cobradas da população que de alguma maneira seguem a inflação.

Maior concessionária de rodovias do Brasil, a CCR, por exemplo, pode repassar anualmente o IGP-M para o valor dos pedágios cobrados nas estradas que administra no estado de São Paulo. Isso significa que ao mesmo tempo em que os paulistas terão de desembolsar mais dinheiro para viajar no próximo ano, a empresa terá aumento em suas receitas - o que é positivo para as ações.

Empresas que administram shopping centers ( exemplos: Iguatemi, BR Malls e General Shopping) ou outros tipos de imóveis também devem se beneficiar da inflação porque os aluguéis cobrados vão subir. Por outro lado, é preciso tomar cuidado com as empresas bastante endividadas, pois a alta da inflação deve levar o BC a elevar os juros para contê-la. Logo, as dívidas emitidas pelas empresas também ficarão mais caras e reduzirão os lucros obtidos e os dividendos distribuídos aos acionistas.

A correlação de inflação e remuneração da aplicação é muito maior na renda fixa do que na bolsa. Contudo, é bom lembrar que o Mercado acionário sofre diversos fatores de risco. Se o cenário econômico internacional piorar, é necessário adotar estratégias voltadas para o Mercado de baixa, para não perder dinheiro.

Pré-sal, Copa e Olimpíadas "blindam" economia do Rio.


A onde de violência no Rio de Janeiro tem repercussão internacional e impacto direto na economia da região. Não é fácil mensurar o tamanho do estrago, mas é possível afirmar que o comércio e o turismo são os primeiros setores atingidos.
Uma estimativa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) aponta perdas de R$ 39 milhões por dia com lojas fechadas em 15 regiões castigadas pelos confrontos. O montante representa 11% do faturamento diário do varejo da cidade.
Cálculos para o turismo não são tão simples e objetivos assim. Se houver cancelamentos de quartos em hotéis, o prejuízo poderá ser calculado. Porém, o difícil é mensurar eventuais viagens que deixarão de ser feitas por turistas brasileiros e estrangeiros. O arranhão na imagem do Rio de Janeiro é inequívoco.
Entretanto, a atual escalada da violência urbana em nada altera as projeções econômicas favoráveis para a região. A próxima década será marcada por investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Não faltará dinheiro público e privado - com papel decisivo do BNDES.
Sem falar, é claro, no peso que a indústria do petróleo tem no PIB da região e as perspectivas promissoras que o Pré-sal proporciona. Para muitos, é a grande oportunidade de o Rio de Janeiro resolver problemas sociais que se arrastam há décadas, cujo reflexo é observado nos morros.
É provável que boa parte dos ganhos de receita do governo estadual e municipal seja destinada à segurança pública – um desperdício de dinheiro na categoria do mal necessário. A violência urbana atrapalha e atrasa o desenvolvimento do Rio de Janeiro, mas não o inviabiliza. Na próxima década, pelo menos, a economia da região estará “blindada” pela Copa, pelos Jogos Olímpicos e pelo Pré-sal.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A História do ex-rei do Capitalismo.


Em fevereiro de 2007, O mercado financeiro americano teve o seu Baile da Ilha Fiscal. O motivo de festa era o aniversário de 60 anos de Stephen Schwarzman, controlador do fundo de private equity Blackstone. Mais que o aniversário, celebravam-se, ali, os feitos do homem mais poderoso de Wall Street. Seu fundo controlava empresas que faturavam 171 bilhões de dólares e tinham mais de meio milhão de funcionários. No ano anterior, o bônus de Schwarzman havia sido de 398 milhões de dólares, ou mais de 1 milhão de dólares por dia. E, dias antes da festa, ele concluíra a compra da companhia imobiliária Equity Office Properties por 39 bilhões de dólares. Limusines engarrafaram a Park Avenue, em Nova York, para despejar os 500 luminares convidados. Entre eles, os presidentes dos maiores bancos de investimento do mundo, todos também vivendo o auge de seu poder. Rod Stewart subiu ao palco (o cachê: 1 milhão de dólares); um recém-concluído retrato em tamanho real do aniversariante foi exibido. No mês seguinte, Schwarzman entrou com a papelada para a abertura de capital do Blackstone, que faria sua fortuna chegar a 10 bilhões de dólares. Quem viu nesses excessos todos um mau sinal acertou em cheio. Poucos meses depois da festa, o reinado de Schwarzman chegou ao fim. No ano seguinte, Wall Street inteira iria para o buraco.
A história de Schwarzman - do início modesto à queda, passando pelo breve período monárquico - é narrada no recém-lançado King of Capital ("O rei do capital"), escrito pelos jornalistas americanos David Carey e John Morris. Em 1985, Schwarzman juntouse a seu chefe no Lehman Brothers, Peter Peterson, para tentar aproveitar aquela que era a maior sensação de Wall Street nos anos 80: a onda de compras de empresas por fundos. Reinava absoluto, na época, o KKR, fundado por Henry Kravis. O KKR inventou a forma com que os grandes fundos ganhariam fortunas. Para comprar uma empresa, bastava entrar com um pouco de dinheiro, tomar o resto emprestado e, depois, usar o caixa da companhia comprada para pagar a dívida. Ao fim do processo - se tudo, claro, desse certo -, os fundos vendiam a empresa por um preço maior, e sem a dívida. Schwarzman foi um dos que viram na estratégia da KKR uma oportunidade única de ganhar dinheiro. Ao mesmo tempo, em Washington, David Rubenstein e dois sócios fundavam o Carlyle, com objetivo semelhante. Hoje, Blackstone, Carlyle e KKR são os maiores fundos de private equity do mundo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bretton Woods 2: O retorno do padrão-ouro

 
O ouro, que perdeu seu papel de padrão, nas trocas intenacionais há 40 anos, começa a desempenhar um novo papel na nova ordem mundial que será debatida por chefes de Estado de grandes países emergentes e desenvolvidos do G20, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Em artigo publicado a três dias da cúpula do G20 em Seul, Zoellick afirma que o mundo precisa de um novo sistema para suceder ao que ele chama de "Bretton Woods II", o regime de trocas flutuantes em vigor desde o final, em 1971, da convertibilidade do dólar em ouro.
Segundo o presidente do Banco Mundial, este novo quadro "deveria incluir o dólar, o euro, o iene, a libra esterlina e o renminbi (iuane chinês)".

Mas "o sistema deveria também considerar empregar o ouro como um ponto de referência internacional ligado às previsões do mercado e de valor futuro das moedas", lançou o Financial Times nesta segunda-feira.

"A ideia é utilizar o ouro como um novo indicador de inflação", descreveu Cédric Tille, professor de economia no Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento de Genebra.

A onça do ouro subiu nos últimos dias a níveis nunca antes atingidos, ultrapassando pela primeira vez nesta segunda-feira o patamar de 1.400 dólares, sustentado pelo enfraquecimento do dólar suscitado pelo anúncio de medidas de retomada econômica do Federal Reserve americano (Fed, o banco central).

A ideia de "reintroduzir do ouro no sistema" não é, em si, mau, considera Jean Pisani-Ferry, diretor do 'think tank' europeu Bruegel.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Como comprar Milho via Bolsa de Valores?



Você esta vendo no gráfico acima o fantástico desempenho no preço do Milho neste 2º semestre. Como alternativa para diversificar o portfolio, o investidor tem a sua disposição contratos de commodities agrícolas, como o Milho, que ensino neste texto como operar.

O milho é uma commoditie negociada com contratos padrões, baseado na expectativa do preço futuro do produto em uma determinada data de vencimento. Os contratos de milho têm como vencimento na BMFBovespa os meses de Janeiro, Março, Maio, Julho, Setembro e Novembro. O mês vigente é Novembro, cujo código para acompanhar a variação de preços é CCMX10. Este é o código do Milho com referência no mercado físico a região de Campinas. As 3 primeiras letras (CCM) refere-se ao produto Milho, a letra "X" ao mês de novembro como vencimento, e o número "10" o ano do vencimento (2010).

1 contrato de Milho equivale à 450 sacas (cada saca tem 60kg). A Cotação do milho na bolsa é baseado no valor de 1 saca (60 kg). Exemplo: O Milho foi cotado ontem com um preço médio de R$ 27,40 (saca de 60 kg). 1 contrato = R$ 27,40 x 450 sacas = R$ 12.330,00. Este foi o valor financeiro de referência para 1 contrato. Assim como os demais contratos futuros, o milho não necessita do valor financeiro total para comprar, mas apenas uma margem de garantia (aproximadamente 8% deste valor). Esta margem pode ser em Ações, títulos públicos, CDB ou espécie. Além da margem de garantia, os contratos futuros apresentam ajuste de preço diário, sendo creditado ou debitado na conta do investidor, no 1º dia útil seguinte, a diferença de preço entre o preço de abertura e o preço de ajuste do dia. Isto diariamente até vencer o contrato, ou encerrar a posição.

Para maiores detalhes sobre o milho, escreva para um assessor da Private Brokers: fjlorenzo@ig.com.br

Até  apróxima dica!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Como os analistas gráficos sabem quando comprar ou vender uma ação?

A análise técnica moderna nasceu no início do século XX, e um de seus principais expoentes foi Charles Dow, fundador do "Wall Street Journal" e um dos criadores do Índice Dow Jones. Ele foi o formulador dos princípios que regem a análise técnica, reunidos na chamada Teoria de Dow. Os principais são o de que os preços seguem tendências de alta ou de baixa, formando padrões, e o de que o mercado desconta tudo, precificando no valor dos ativos a situação da empresa e todas as expectativas dos investidores em relação a ela.

As análises seguem três etapas principais: a identificação da tendência atual do mercado, momento em que o investidor define se vai operar comprado ou vendido; a elaboração de uma estratégia bem definida, com a escolha do tipo de ativo, da quantidade, do preço e do "stop-loss" (ou limite aceitável de perda para que uma operação seja desmontada); e a disciplina de manter a estratégia até o fim, resistindo à tentação de mudar o "stop" inicial na esperança de recuperar o que foi perdido.

O investidor tem duas possibilidades: seguir a tendência predominante do mercado ou operar as reversões, isto é, comprar no momento de maior baixa antes de um aumento de preços - de olho nos chamados suportes - e vender no momento de maior alta antes de uma queda - as chamadas resistências. Suportes e resistências são definidos com base em padrões históricos. No entanto, ao atingir essas mínimas e máximas, os preços podem não reverter, mas continuar na tendência, rompendo o suporte ou a resistência.

Para prever o comportamento dos preços e determinar os pontos de entrada e saída do mercado, os analistas técnicos identificaram, com o passar do tempo, uma série de padrões gráficos. Isso foi possível porque tendências não são lineares, isto é, os preços sobem e descem várias vezes durante o período analisado, formando desenhos em zigue-zague.

Abaixo a dica de um estudo pelo nosso consultor expert, Fernando Santos, da Private Brokers.


Quando uma resistência é rompida, indica ponto de compra. A linha então se torna um ponto de suporte, que funciona como referência de controle de perdas, caso a alta não se concretize. No caso da confirmação da tendência altista, verificar novos pontos de resistência como referência de stop gain.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quais os impactos no Mercado de Capitais com a morte de Kirchner?

O Mercado de Capitais reagiu a morte do ex-presidente Argentino, Nestor Kirchner, com altas nos títulos da dívida da Argentina e as ações do país cotadas na Bolsa de Nova York. As especulações de que os deputados de oposição vencerão as eleições do ano que vem e reverter as atuais políticas de gestão da dívida, analisadas por analistas como mais favoráveis para o Mercado. As ações argentinas negociadas em Nova York registravam a maior alta desde 2008.

A mudança que pode ocorrer na economia Argentina, deve-se a analise de que Kirchner implantou a mais severa reestruturação da dívida argentina desde a II Guerra Mundial antes de passar a presidência para sua mulher, Cristina Fernandez de Kirchner, em 2007. Suas ações fomentaram criticas por parte de economistas e políticos. Apesar da considerável melhora no PIB do País desde 2003, quando chegou a crescer próximo dos 10% ao ano, alguns críticos exaltam que não houve mérito, diante de uma conjuntura internacional favorável; assim como de um quadro econômico onde a Argentina vinha de uma queda de 20% no PIB, no período anterior.

“O grande mérito de Kirchner foi a renegociação da dívida externa argentina. Ele impôs liderança ao governo presidencial após o fragilizado governo do ex-presidente Fernando De La Rúa, com a crise de 2001, a moratória e o ‘corralito’. Porém, Kirchner não soube se adaptar aos novos tempos, e o país não se desenvolveu como os vizinhos”, diz o ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Troster, argentino nascido em Buenos Aires, está no Brasil há mais de 30 anos

Alguns Analistas internacionais que operam títulos da dívida de países emergentes viam Kirchner como uma pedra no caminho para alguns indicadores de normalização. Os títulos argentinos denominados em dólar têm taxa 543 pontos-base maior que os títulos do tesouro americano. É o rendimento mais alto entre os países emergentes, atrás de Venezuela e Equador, segundo o índice referencial do JPMorgan EMBI+. A diferença entre os papéis americanos e argentinos caiu 39 pontos-base ontem, a queda mais forte em suas semanas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Os 5 erros mais comuns no planejamento da aposentadoria


1. Superestimar o valor do seu patrimônio.

É natural do ser humano supervalorizar o valor dos seus bens no longo prazo. Seja imóvel, fundo de previdência, ou quaisquer outros investimentos. Comportamentos passados podem ser bons subsídios para entender e estimar o que pode acontecer no futuro. No entanto, quando o assunto é planejar seu patrimônio para a sua aposentadoria, a teoria, infelizmente, não se aplica. Por isto, não espere que o seu imóvel continue a se valorizar nas taxas atuais, nem que o fundo de previdência vá te garantir a aposentadoria estimada pelos consultores que te venderam; muito menos que os seus investimentos em Renda Fixa, vão continuar rendendo o mesmo do passado.

Dica: Monitorar o valor de Mercado do seu Patrimônio, e fazer ajustes periódicos de acordo com o cenário econômico, é essencial para não ficar sem dinheiro no bolso no futuro.


2. Não saber quanto de dinheiro irá precisar na aposentadoria

Um estudo conduzido pela Universidade da Geórgia (EUA), em associação com a AON Consulting, concluiu que a maioria das pessoas precisa de cerca de 80% a 90% da renda pré-aposentadoria para viver confortavelmente depois que parar de trabalhar.

Já uma outra pesquisa analisou o quanto uma pessoa acredita que vai precisar de renda na aposentadoria e mostrou que 1 em cada 10 pessoas estima que vai precisar menos de 50% da renda antiga para viver confortavelmente, enquanto 3 em cada 10 projetam precisar de 50 a 70%.

Dica: Considere que você vai precisar de 100% dos rendimentos obtidos enquanto ativo na fase da aposentadoria.

3. Errar no cálculo da expectativa de vida

Esse é o erro mais comum. As pessoas projetam um patrimônio para viver bem até uma determinada expectativa de vida, e  acabam vivendo mais.

Dica: Planeje um patrimônio que consiga viver bem dentro do seu padrão de vida, no mínimo 15 anos acima do projetado por você.
 
4. Subestimar a inflação

Assim que uma pessoa se aposenta, a inflação torna-se muito mais perigosa para o seu pé de meia. Afinal de contas, a pessoa não pode mais contar com a renda integral que recebia enquanto ativo para compensar o aumento dos gastos no cotidiano.

Dica: Após aposentar-se investia a maior parte do seu patrimônio financeiro em títulos públicos corrigidos pela inflação. O tesouro direto oferece 2 opções: NTN-B e NTN-C.

5. Ser conservador demais com a aposentadoria

Depois de aposentada, a pessoa tende a tornar-se cada vez mais conservadora em relação aos seus investimentos, e acaba deixando o dinheiro aplicado na Caderneta de Poupança, como se fosse te garantir a mesma qualidade de vida. Muitas vezes ainda vamos viver uns 30 a 40 anos após termos nos aposentados, e somente investindo em Caderneta de Poupança ou CDB, vamos perdendo poder de compra.

 Dica: É preciso continuar diversificando os seus investimentos. Proteja a maior parte do patrimônio em investimentos corrigidos pela inflação, mas também invista o restante em Renda Variável, para que continue podendo consumir produtos e serviços de alto padrão, como imóveis e viagens dos sonhos.  

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como investir em imóveis via Bolsa de Valores?

Culturalmente o brasileiro tende a investir em renda fixa por causa dos juros altos. Mesmo no mercado imobiliário, o investidor prefere imóveis reais.Contudo existe hoje no Mercado de Capitais oportunidades de investimento no setor imobiliário via Bolsa de Valores, conheça:

  1. Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs): Investimento de Renda Fixa, isento de I.R. para pessoa física, emitido por uma instituição financeira com carteira de crédito hipotecária. Similar a um CDB, só que oferece retornos líquidos maiores, devido ao benefício fiscal.
  2. Fundos de investimentos imobiliários (FII): Fundos de investimentos, cujo patrimônio é investido na compra de imóveis. Hoje já existem mais de 30 Fundos Imobiliários (FII) com cotas negociadas na Bolsa de Valores. Além da valorização dos fundos, o cotista pode receber aluguéis mensais, caso os imóveis comprados pelos fundos estejam locados. Os valores desses aluguéis são isentos de I.R. No caso de venda de um imóvel pertencente ao fundo, haverá uma assembléia entre os cotistas, onde será decidido na distribuição do lucro da venda, ou na compra de outro imóvel. No caso da distribuição dos lucros, o cotista pagará I.R de 15% apenas, muito menor do que o imposto sobre ganhos de capitais no caso de um imóvel real.
  3. Ações do setor imobiliário: A valorização dos imóveis reais têm sido muito comentadas como o melhor investimento da atualidade. Porém, se esses compradores de imóveis soubessem a valorização das ações das empresas do setor imobiliário nos últimos 2 anos, mudariam de idéia. A média de rentabilidade das ações do setor imobiliário na Bovespa esta acima dos 200% em 24 meses. Repito...200%!! Você conhece alguém que ganhou isto investindo em imóvel real nos últimos 2 anos?

      Entre em contato com a Private Brokers e conheça mais sobre os investimentos no setor imobiliário via Bolsa.

Até a próxima dica de investimento!         

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As melhores ações da Bolsa em cada Governo: FHC x LULA




Apartidário do debate pré-eleitoral, os Governos FHC e LULA apresentam situações no Mercado de Capitais semelhantes a política. Em alguns pontos continuidade, em outros, divergências; reflexos do momento econômico externo e interno, e das prioridades partidárias. Vamos analisar quais os setores mais valorizados na Bolsa de Valores durante cada Governo.

FHC

Setor de Telecomunicações – O setor passou por enormes transformações no seu Governo. A privatização da Telebrás transformou o País da telefonia por Orelhões, em ligações por Celulares, devido a quebra de monopólio e redução de custos.
Ações da Telebrás (TELB4) e PLIN4 ( atual NETC4) são uma das Blue Chips da Bolsa.

Setor de Commodities – Como grande exportador de matéria prima para o mundo, o setor também teve fortes avanços neste Governo. PETR4, VALE5 e GGBR4 foram algumas das ações mais valorizadas. Na ocasião também houve uma grande capitalização na Petrobras e Vale.

Setor Bancário (Grandes Bancos) – O projeto de estabilidade econômica, ocorrido durante este Governo, e a modernização do setor preparou os Bancos brasileiros para enfrentar crises e competir no Mercado internacional. O setor, apesar de algumas turbulências nas crises externas enfrentadas no período, se fortaleceu com a criação de normas mais rígidas para controle de risco e modernização dos sistemas bancários (meios eletrônicos de atendimento). Houveram grandes fusões e surgimentos de Grandes conglomerados financeiros.
Ações do Bradesco (BBDC4), Itaú (atual ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), se transformaram em Blue Chips admiradas por estrangeiros.


LULA

Setor de Consumo doméstico – O setor alavancou o faturamento no seu Governo. As crises no Mercado externo foram compensadas com o crescimento do Mercado interno. O fator decisivo foi o crescimento do mercado consumidor na classe C, com mais empregos e distribuição de renda, via bolsa família, em regiões afastadas dos grandes centros. As grandes ações do setor abriram capital neste Governo, através do Novo Mercado. As rentabilidades das suas ações se transformaram em fenômenos na Bolsa.
Ações da Natura (NATU3), Marisa (AMAR3) e Hering (HGTX3) passaram de small caps de 2ª linha, para promessas de se transformarem nas grandes Blue Chips da Bolsa.

Setor de Construção Civil – O renascimento deste setor deve-se a queda nas taxas de juros, uma tendência global, e aumento da renda nas classes menos favorecidas. Construtoras populares viraram foco de aquisições por construtoras que antes só faziam obras para a elite.
Ações da MRV (MRVE3), PDG (PDGR3) e TENDA (incorporada pela Gafisa – GFSA3) rentabilizaram muito no 2º mandato do Governo.

Setor de Commodities – As tradicionais Blue Chips de commodities, como PETR4, VALE5 e GGBR4 também estiveram entre os motores do crescimento da Bolsa, principalmente no 1º mandato do Lula. A força do mercado consumidor Chinês, ávido por commodities, foi o principal influenciador das fortes valorizações. Neste ano de 2010 essas ações já não foram tão favoráveis quanto em outros anos.

Setor Bancário (Pequenos Bancos) – A continuidade do projeto de estabilidade econômica do Governo FHC consolidou nossos bancos no Mercado internacional. O setor passou pelas últimas grandes fusões ( ABN – Santander e Itaú-Unibanco) e restaram os pequenos bancos (Middle Cap) como foco de concorridas disputas pelos grandes conglomerados.
Ações do PINE (PINE4),  Banrisul (BRSR6) e BIC (BICB4) aumentaram muito o volume de negócios com a especulação de prováveis aquisições pelos grandes Bancos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A nova corrida pelo Ouro.


Olhando para a evolução do preço do ouro desde 2000 deparamo-nos com um crescimento regular que se acentua ainda mais nos útlimos 5 anos.

A crise da moeda americana fomenta a desconfiança no mercado global e aumenta a procura pelo Ouro. Pessoalmente, acredito que o preço do Ouro continuará a subir, atingirá valores muito interessantes nos próximos meses e que 2011 será semelhante a 2010.
A onça de ouro¹ tocou esta última terça-feira (12/10) um novo recorde histórico, ao negociar nos 1.065,65 dólares no mercado de Londres, depois de um novo recuo do dólar. ¹Uma onça (abreviada: oz, da antiga palavra italiana onza, agora escrita oncia) é uma unidade de medida inglesa de massa. Uma onça equivale a 28,349523125 gramas.

Quem comprou ouro há 10 anos vê ou ouro valorizado em 3 vezes e meia, quem comprou ouro há 5 anos terá triplicado o investimento, quem comprou há um ano vê o ouro a valer mais 50%. O mais interessante é que quem comprou no início do mês já tem o seu valor 7% acima.
O ouro tem destas coisas, está numa fase em que é tão bom para vender como para comprar. Quem tem ouro há muito tempo que o venda agora porque realiza mais valias fantásticas, quem tem cash para investir que o faça em ouro porque tem a garantia de valorizar o seu investimento numa matéria prima que sempre foi visto como uma segurança de patrimônio.

Como comprar ouro via Bolsa de Valores?

Gráfico do ouro à vista na BM&F mostra a evolução dos últimos 6 meses.
Ontem (14/10/10) fechou cotado à R$ 75,10 a grama. O código do ouro à vista na Bolsa é OZ1d (OZ, abreviação de "onza", que significa onça - medida de massa inglesa)


Há três formas de se adquirir ouro no mercado brasileiro na Bolsa de Mercadorias e Futuros. A mais comum é a compra do metal no mercado á vista. Mas o investidor também pode realizar sua compra através do mercado futuro e de opções.  Sem muita liquidez.
Os contratos do mercado futuro permitem a compra por um determinado preço fixo, em data definida. Porém, até o vencimento, os vendedores e compradores dos contratos devem ir pagando ajustes uns aos outros dependendo se o preço do metal está subindo ou caindo.
Nos contratos de opções, o investidor paga pelo direito de realizar a compra a um dado preço na data de exercício. Nos contratos de opção, o investidor não tem obrigação de comprar, ao contrário dos negócios do mercado futuro.

Hoje existem sete tipos diferentes de contratos de ouro na BMeF:
- Disponível padrão de ouro de 250 gramas;
- Disponível fracionário de ouro de 10 gramas;
- Disponível fracionário de ouro de 0,225 grama;
- Futuro de ouro 250 gramas;
- Opções de compra sobre disponível padrão de ouro;
- Opções de venda sobre disponível padrçao de ouro;
- Termo de ouro.

Os contratos disponíveis são os negociados no mercado á vista.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Alexander Elder: "Investimento de Longo Prazo acabou."

No mercado financeiro, nada desperta mais amor e ódio do que a análise técnica. Quem gasta meses avaliando informações sobre uma empresa considera esoterismo a negociação de ações baseada em comportamentos-padrão visualizados em gráficos. Já aqueles que se aproveitam das tendências do mercado para lucrar com operações de curto prazo acham que é perda de tempo analisar os fundamentos de uma empresa.

Esta semana, um dos maiores gurus da análise técnica chega ao Brasil para colocar mais lenha na fogueira. Autor de livros como "Aprenda a Operar no Mercado de Ações: Come Into My Trading Room" e "Como se Transformar em um Operador e Investidor de Sucesso", o russo radicado nos Estados Unidos Alexander Elder faz duas palestras gratuitas na Expo Money São Paulo, a maior feira de finanças pessoais da América Latina.

Elder despreza todas as estratégias de investimento com exceção da análise técnica. Em relação à negociação de ações a partir de fórmulas matemáticas inseridas em um computador, uma das principais tendências no mundo desenvolvido, Elder afirma que essa é uma "fantasia" que está fadada a um fim breve. Já o investimento de longo prazo em bolsa seria um método antigo que "só funcionou para nossos avós".

Em relação à análise técnica, Elder não economiza elogios, apesar de muitas vezes soar evasivo como um político em campanha eleitoral. Ele não se arrisca a fazer previsões sobre a bolsa, não revela qual é a taxa de retorno de seus próprios investimentos e se irrita facilmente diante da insistência por respostas menos genéricas sobre estratégias que funcionam. Entre outras obviedades, diz que o trader precisa "limitar seu risco e manter um diário de suas operações".

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As Blue Chips dos gringos chegam ao Brasil!


A BM&FBovespa iniciará as negociações de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) Nível 1 Não Patrocinados no dia 5 de outubro, conforme comunicado enviado nesta quinta-feira (23).
A partir da primeira terça-feira do próximo mês, investidores brasileiros terão a possibilidade de adquirir recibos de ações estrangeiras. O primeiro lote envolverá o total de 10 empresas listadas em bolsas norte-americanas, são elas: Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Avon Products, Wal-Mart, Exxon Mobil, McDonald’s e Pfizer. A instituição financeira responsável pela emissão destes recibos será o Deutsche Bank.
Este tipo de certificado é um representativo de valores mobiliários emitidos por companhias listas em bolsas com sede fora do País. Assim sendo, a emissão e o registro são de responsabilidade da instituição depositária no Brasil, no caso, o Deutsche Bank.
Quem poderá investir?Apenas fundos de investimento, instituições financeiras poderão realizar este tipo de negociação. No caso de consultores de valores mobiliários e administradores de carteira, a operação só poderá ocorrer com a utilização de recursos próprios. Desta forma, pessoas física só poderão investir na nova modalidade através de fundos.